"Meu nome é Vermelho"
O prêmio Nobel de Literatura desse ano foi para Orhan Pamuk, o primeiro turco a ser laureado, justamente por este livro.
A história de "Meu Nome é Vermelho" desenvolve-se ao redor de um assassinato motivado por um livro feito por artistas otomanos utilizando-se do estilo dos artistas venezianos - o que além de trair a lei islâmica, por conter arte figurativa, fere o orgulho e os interesses dos velhos pintores de Istambul - para comemorar o milésimo aniversário da Hégira.
Para solucionar tal assassinato, Tio Efêndi - responsável pelo livro - pede ajuda a seu sobrinho Negro, que acaba de retornar a Istambul depois de doze anos de exílio auto-imposto após ter seu amor pela bela Shekure - a filha de seu tio - rechaçado.
E é seguindo os passos de Negro que Pamuk nos mostra o choque entre o Oriente e o Ocidente - através das dúvidas dos pintores entre o modo dos Antigos Mestres e a pintura à européia - e demonstra como também o amor pode ser dual - sendo puro, mas não completamente desinteressado.
Apesar de acompanharmos a investigação do Negro, e de ele narrar alguns dos capítulos, nem sempre isso é verdade: em muitos capítulos são os outros personagens - e algumas vezes até mesmo pinturas do diabo, da morte ou cores - que contam a história, em um tom bastante oral.
Obviamente que no final descobriremos quem foi o assassino, mas não sem sermos levados (assim como o Negro) a certeza de sua identidade várias vezes - a maioria delas enganosa - antes que o final do livro (e o nome do verdadeiro assassino) nos surpreendam, tendo um fim mais do que adequado para essa obra de beleza inegável e que mostra que o primeiro escritor da Turquia a ser laureado com o Nobel tem motivos para tal.
A história de "Meu Nome é Vermelho" desenvolve-se ao redor de um assassinato motivado por um livro feito por artistas otomanos utilizando-se do estilo dos artistas venezianos - o que além de trair a lei islâmica, por conter arte figurativa, fere o orgulho e os interesses dos velhos pintores de Istambul - para comemorar o milésimo aniversário da Hégira.
Para solucionar tal assassinato, Tio Efêndi - responsável pelo livro - pede ajuda a seu sobrinho Negro, que acaba de retornar a Istambul depois de doze anos de exílio auto-imposto após ter seu amor pela bela Shekure - a filha de seu tio - rechaçado.
E é seguindo os passos de Negro que Pamuk nos mostra o choque entre o Oriente e o Ocidente - através das dúvidas dos pintores entre o modo dos Antigos Mestres e a pintura à européia - e demonstra como também o amor pode ser dual - sendo puro, mas não completamente desinteressado.
Apesar de acompanharmos a investigação do Negro, e de ele narrar alguns dos capítulos, nem sempre isso é verdade: em muitos capítulos são os outros personagens - e algumas vezes até mesmo pinturas do diabo, da morte ou cores - que contam a história, em um tom bastante oral.
Obviamente que no final descobriremos quem foi o assassino, mas não sem sermos levados (assim como o Negro) a certeza de sua identidade várias vezes - a maioria delas enganosa - antes que o final do livro (e o nome do verdadeiro assassino) nos surpreendam, tendo um fim mais do que adequado para essa obra de beleza inegável e que mostra que o primeiro escritor da Turquia a ser laureado com o Nobel tem motivos para tal.